Melhores Destinos Smiles: A poética Havana

Havana

Passional, pitoresca, poética, pulsante. Sobram adjetivos que podem definir Havana – e olha que a escolha aleatória de letras do alfabeto parou no “P”. De “perder-se”. Pelas ruas, becos e bairros históricos como o Habana Vieja e o Vedado, por onde já passaram de guerrilheiros a mafiosos, perigo não há. Pelo contrário: os cubanos são tão espirituosos (cerca de 2,1 milhões de habitantes) que o costume é abrir as portas de casa para hospedar os turistas ou para alimentá-los – os paladares, restaurantes montados por famílias em suas próprias residências, só crescem. Assim como os atrativos da capital cubana. É que pitadas de um novo mundo vêm sendo acrescentadas a tudo que já parecia na medida: os casarões coloniais de fachada desgastada, os carrões dos anos 50, a música e a gastronomia. Mas sempre haverá o Malecón com oito quilômetros para serem percorridos na orla da cidade. É um belo lugar para refletir sobre a realidade ao redor e para sentir a brisa do Mar do Caribe levar longe os pensamentos.

Comer

La Guarida: O ''paladar'' mais disputado e ostentoso de Havana (restaurante dirigido por uma família em sua própria casa) fica em um charmoso palacete do século 19, transformado em cortiço posteriormente. O menu exibe pratos como lagosta ao molho de limão e lasanha de frutos do mar. Para beber, aposte nos daiquiris – o de morango é de matar. É recomendável fazer reserva.

Igreja de São Paulo

Ivan Chef Justo: Sim, o restaurante leva o nome de seu chef, mas não é difícil de encontrá-lo. Fica na Calle Aguacate, 9, perto do Museo de la Revolución, em um edifício colonial do século 18. De sua cozinha aberta saem delícias como sopa de cordeiro, tartar de atum e salada de enguia com alface.

El Figaro: Com as portas abertas na Calle Aguiar, uma área repleta de barbearias, tem como bordão: ''comida sem cabelo''. E que comida. No menu pode-se encontrar ceviche, gazpacho e, a preferida dos clientes, lagosta salteada em café, creme, conhaque e vinho branco.

Mama Inés: Os camarões gratinados e o polvo ao alho disputam o protagonismo do cardápio, mas a estrela aqui é o chef Tomás Erasmo Hernández: ele foi o responsável pela alimentação de Fidel Castro por muitos anos. Se ainda houver espaço, dê uma chance ao porco assado servido com arroz e feijão.

Comprar

Mercado De San José: Construído em 1885 na zona portuária, é considerado o armazém mais antigo da cidade. Lugar para conhecer o trabalho dos artesãos cubanos, que exibem de bolsas, carteiras, sandálias feitas em couro a esculturas, pinturas e instrumentos de percussão de origem africana. Também abriga performances teatrais.

Cidade de São Paulo

Piscolabis: Um café e um bazar se encontram nesse espaço moderno, cheio de luz e com fachada desgastada. A mistura resulta em um ambiente marcado por móveis vintage, espelhos, velas, joias e bolsas, tudo elaborado por artistas locais. Há lanches e o autêntico café cubano no menu.

Galería Sargadelos Habana: De origem espanhola, teve seu auge no período colonial, mas não perdeu a pose. Em seu catálogo é possível encontrar tigelas e pratos da região da Galícia, com porcelana em cores e design que buscam referência no mar. Destaque para o jogo de xícaras inspirado nos detalhes da obra O Nascimento de Vênus, de Botticelli.

Real Fábrica De Tabacos Partagás: No corazón de Habana Vieja, é uma das fábricas de tabaco mais antigas e procuradas de Cuba – tem a linha completa de charutos clássicos como Cohiba e Montecristo, além de raridades dificilmente encontradas em outro lugar. Uma visita guiada permite ver como as folhas de tabaco são enroladas e a mercadoria final é empacotada – tudo ao som da leitura de novelas brasileiras, jornais e romances feitas pelos “leitores”, figuras que têm a função de amenizar a rotina dos trabalhadores do local.

Sair

O'Reilly 304: O bar mais badalado do momento está situado entre dois prédios em ruínas. No menu há um ceviche aclamado, frutos do mar fresquinhos e especialidades da cozinha mexicana, como tacos e guacamole. O variado estoque de gin resulta em uma coleção de drinks coloridos e memoráveis como o Habana Londres.

El Chanchullero: Grafites colorindo paredes e mesas, fartas porções de tapas e um lema carpe diem (“Todo lo que sucede, sucede por una razón”): é fácil entender porque o lugar é concorrido pelos locais. A influência espanhola também se estende à trilha sonora.

El Floridita: Recebendo boêmios há mais de dois séculos, o El Floridita se fez famoso por um deles ter eleito o daiquiri preparado aqui como insuperável: Ernest Hemingway. Diz a lenda que o escritor americano, homenageado aqui com uma estátua em tamanho real colocado no canto onde costumava ficar, teria bebido 13 doses da bebida em uma sentada. Hoje há quatro variações dela. Tente a sorte.

La Bodeguita Del Medio: É tão turístico e mítico quanto o El Floridita? Sim. Tem tragos um pouco mais caros por isso? Sim. Mas em uma cidade que propõe uma viagem no tempo, não há como desdenhar de um lugar cujo auge já passou. Vá pelo incrível mojito e pela qualidade da música que vibra dentro do bar e nas ruas ao seu redor. Só não pode sentar em duas mesas: estão “reservadas” para o poeta Cubano Nicolás Guillén e para o cantor americano Nat King Cole. Cliente fiel tem regalias em qualquer lugar.

A palavra de quem conhece

“Havana é uma das cidades mais lindas do mundo e o povo cubano um dos mais incríveis que conheço – a melhor experiência é simplesmente ouvir os locais falando sobre seu amor pela ilha. A noite é agitadíssima, com dança e música em todos os cantos da cidade – e drinks de qualidade. Os cubanos são responsáveis pelas receitas de coquetéis dos mais conhecidos, como o Mojito, meu predileto. Para os interessados no tema, indico a visita ao Museo del Ron [em uma mansão colonial do século 18]. O tour dura 30 minutos e inclui uma degustação de diversos tipos de rum.”
Fernanda Giuzio, professora paulistana de ritmos caribenhos do bar Rey Castro, em São Paulo, e organizadora da Semana da Cultura Latina, maior congresso de salsa e ritmos latinos do Brasil.

Quando ir?

Um bom período para conhecer a cidade é entre abril e maio, meses com bons preços, com exceção da Páscoa, e de temperatura quente. Antes de decidir a data de visitar Havana, lembre-se de que a região sofre com furacões e ciclones, cuja maior incidência ocorre de junho a novembro.

Como chegar?

Ícone

voo

Os voos chegam ao aeroporto internacional José Matí, localizado a aproximadamente 15 km do centro da cidade. Saiba mais sobre os voos.

Dicas

  • Museo De La Revolución: por meio de fotos, recortes de jornal e armamentos usados pelos guerrilheiros – incluindo o tanque usado por Fidel Castro na invasão da Baía dos Porcos, em 1961 –, o espaço retrata a história da Revolução Cubana desde a concentração na Sierra Maestra até a vitória na capital. O prédio histórico, sede de vários governos, é uma atração por si só: preserva paredes marcadas por balas e o Salón de los Espejos, réplica de uma sala do Palácio de Versalhes. Ao lado do museu fica o Memorial Granma, onde é mantido o Granma, barco no qual Fidel, Che Guevara e dezenas de rebeldes desembarcaram em Cuba, em 1953, vindos do México.
  • Old Car Tours: a melhor maneira de desbravar uma cidade sempre será caminhando, mas, em Havana, não há como escapar de uma voltinha nos coloridos e estilosos possantes dos anos 50. O Old Car Tours oferece passeios em conversíveis, com motorista, a partir de 60 CUC. Sites como o casas particulares.net ajudam os que querem dirigir clássicos como o Ford T, modelo 1914.
  • Cine Yara: cenário de diversos filmes e casa do cultuado Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano todo mês de dezembro, Havana tinha que abrigar um cinema que parece ter saído da ficção. Ícone da arquitetura modernista local, o Cine Yara hoje também recebe em seu auditório de 1650 lugares shows de bandas cubanas. Inaugurado nos anos 40, migrou para a projeção digital em 2015 – mas manteve um projetor de 35 mm para não deixar de exibir filmes clássicos.
  • Arte Corte: sob o comando de Gilberto Valladares, mais conhecido como “Papito”, o lugar é muito mais do que um salão de cabeleireiro. É um templo dedicado à arte da barbearia. Sentado em uma cadeira de mais de cem anos, o cliente pode se distrair admirando navalhas, espelhos e pentes de todos os tipos e épocas, junto a pinturas e desenhos de artistas cubanos que também remetem ao tema capilar.

Hotel Nacional De Cuba: Inaugurado em 1930, o hotel está na lista dos lugares emblemáticos de Havana e não à toa. Por seus corredores e 473 quartos já passaram celebridades da grandeza de Frank Sinatra, Ava Gardner, Jean-Paul Sartre e Gabriel Garcia Márquez, além de mafiosos italianos que fizeram uma lendária reunião por aqui nos anos 40. Pode não ser o mais refinado da cidade, mas é imbatível no quesito experiência única.

Gran Hotel Manzana Kempinski La Habana: Próximo ao Parque Central e ao Gran Teatro de la Habana, é o primeiro hotel cinco estrelas da cidade. Tem 246 quartos – 50 são suítes –, quatro bares e dois restaurantes. A cereja do bolo, porém, é a piscina na cobertura com vista para o Capitólio.

Casa Habana: Localizada no bairro de Habana Vieja, ocupa dois apartamentos da década de 20 – um no térreo e outro no segundo andar do prédio ao lado, onde antes funcionava um bordel. Os quartos têm janelas amplas, teto alto e móveis restaurados; as áreas comuns são decoradas com pinturas de artistas cubanos. Do terraço dá para ver mais do centro histórico.

Casa Vitrales: Combinando a elegância de um hotel de luxo e a intimidade de uma casa particular, a Casa Vitrales preserva em sua arquitetura o espírito da Havana colonial. Um hotel do tipo bed and breakfast para lá de charmoso no bairro de Habana Vieja.

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