Melhores Destinos: Machu Picchu, Peru

Machu Picchu, “A cidade perdida dos Incas”

A ferrovia que leva a Machu Picchu segue margeando o Rio Urubamba, no Vale Sagrado, que vai desaparecendo e ficando estreito. As montanhas ficam mais altas e o rio corre como um fio em direção à Amazônia Peruana. Alguns visitantes descem do trem no meio do trajeto e seguem pela trilha Inca por um caminho de quatro dias, chegando a Machu Picchu pela “Porta do Sol”. Essa trilha possui 45 km e pode ser realizada com pernoites em acampamentos, com alguma infraestrutura.

A Trilha Curta pode ser feita em dois dias, com pernoite em um alojamento próximo às ruínas de Wina Wayna, ou caminhar os 12 km num único dia chegando a Machu Picchu no final da tarde. Pueblo Machu Picchu é o novo nome do vilarejo de Águas Calientes, um povoado confuso e desorganizado. Apenas uma passagem para turistas que visitam as ruínas todos os dias.

Uma dezena de prédios crescem desorganizadamente e funcionam como apoio para o polo turístico. São hotéis, pousadas, restaurantes e outros serviços. Muitos turistas ficam hospedados lá, em Águas Calientes, de onde partem para conhecer Machu Picchu. Uma visita a Machu Picchu deve começar bem cedo, antes do sol nascer no interior das ruínas. Assim, o visitante consegue ver a luz lentamente iluminar a face das montanhas que cercam o “santuário”.

Machu Picchu significa “Velha Montanha” no idioma antigo dos Incas (quéchua). É uma construção espetacular. Um conjunto de ruínas de uma cidade pré-colombiana, escolhida pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade e, hoje, considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Quem visita Machu Picchu pode ter a opção de subir a trilha da montanha que compõe o complexo (Huayna Picchu). Precisa comprar um ticket especial e reservar, pois são apenas 400 pessoas por dia e costuma esgotar com alguns meses de antecedência. 200 pessoas sobem entre 7 e 8 horas da manhã e outras 200 entre 10 e 11 horas.

A cidade fica localizada no topo de uma montanha, a 2.400 metros de altitude, no Vale do Rio Urubamba. Foi mandada construir por Pachacútec, o nono e o mais importante dos Reis Incas. Os conquistadores espanhóis não conheceram Machu Picchu e, por isso, as ruínas sobreviveram ao tempo e aos saques. A “Cidade Perdida dos Incas” só foi revelada ao mundo em 1911, depois que foi “descoberta” pela expedição do historiador americano Hiram Bingham, patrocinada pela Universidade de Yale.

Na tentativa de encontrar Vilcabamba, uma antiga capital Inca, Hiram Bingham seguiu mata a dentro, passando por desfiladeiros entre as montanhas e guiado por camponeses que conheciam os caminhos, chegando lá em 24 de julho de 1911. A cidade estava invadida pela floresta e infestada de cobras. Hiram Bingham escreveu um livro sobre a “descoberta”, denominado A Cidade Perdida dos Incas, retirou de Machu Picchu centenas de caixas com objetos de cerâmica, bronze, cobre, prata e pedra. Esse objetos foram encaminhados à Universidade de Yale nos EUA. A cidade foi construída com uma técnica que lhe protegia dos terremotos, comuns na região, e um sistema de drenagem que evitava desmoronamentos por causa da chuva.

Quando ir?

Uma visita a Machu Picchu deve ser evitada no verão, de novembro a março, quando pode chover bastante e eventualmente prejudicar o acesso à Cidade Perdida.

Como chegar?

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VOOS

Para chegar a Machu Picchu, o melhor caminho é seguir de avião até Lima saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro e, de lá, fazer uma conexão para Cusco. De Cusco, segue-se de trem até Pueblo Machu Picchu (Águas Calientes) ou de ônibus até Ollantaytambo e, depois, de trem até Pueblo Machu Picchu. Os brasileiros não precisam de visto nem de certificado de vacinas para entrar no Peru. Não é necessário o passaporte, você pode usar a RG do Brasil. A CNH não é aceita. Caso use o passaporte, ele deve estar válido até a data do retorno. Saiba mais sobre os voos.

Dicas

  • Como circular: não existem carros na cidade, portanto, a única maneira de circular é a pé. De Águas Calientes até Machu Picchu existem micro-ônibus que sobem a montanha a todo instante e levam apenas 20 minutos para alcançar as ruínas. Muitos amantes da natureza optam por ir a pé através das Trilhas Incas.
  • Parque Arqueológico: o local possui muros, templos, casas e muitas ruínas. Durante a visita, é recomendável ir acompanhado de um guia para não perder nenhuma curiosidade acerca da região.
  • Compras: em Cusco, aproveite para adquirir os artesanatos locais. Como a prática é a fonte de renda de muitas pessoas na região, certamente você vai se deparar com variadas e lindas opções.

O melhor lugar para hospedagem é Águas Calientes, hoje rebatizada como Pueblo Machu Picchu. A região fica a 20 minutos de ônibus do sítio arqueológico e possui boa infraestrutura. Os turistas também costumam se hospedar em Cusco, que fica de três a quatro horas de trem de Machu Picchu.

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