Destino Smiles: DF e Suas Belezas Mexicanas

Cidade do México, a sétima maior do mundo

Ao deixar a Cidade do México é inevitável a sensação de que não deu para ver tudo. Também, pudera: a cidade é a sétima maior do mundo. E, como se não bastassem suas infindáveis atrações contemporâneas – os parques verdes, os palácios coloniais e os museus de prestígio mundial –, a cidade ainda guarda preciosidades da civilização asteca. Tudo com muita cor e magia: das obras de ícones como Frida Kahlo e das fantasias usadas em festivais como o Dia de Los Muertos às receitas elaboradas de cozinhas que fazem da capital mexicana um polo gastronômico – tem sete restaurantes na lista dos 50 melhores da América Latina deste ano. O povo, hospitaleiro e animado, é uma atração à parte, e olha que não é pouca gente: são mais 21 milhões de habitantes. Prepare-se, então, para visitar um destino que certamente vai fazer você voltar.

Comer

Pujol: Em 4º lugar na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina promovida pela revista britânica Restaurant, o Pujol se tornou referência ao criar elaborados pratos a partir de ingredientes e receitas mexicanas populares. Sob o comando do aclamado chef Enrique Olvera – assista à série Chef’s Table, na Netflix, para conhecer mais de sua carreira –, o restaurante oferece um menu de seis pratos que inclui de polvo a chocolate com goiabada, passando por um molho de toupeira envelhecido por mais de mil dias.

Dulce Patria: Alojado no hotel Las Alcobas, o Dulce Patria exibe uma decoração inspirada na força e na feminilidade das mulheres mexicanas, em especial na artista Frida Kahlo. A comida é igualmente vibrante com tons e sabores contemporâneos, representados em uma variedade de pratos que vão de quesadillas e ceviches a saladas.

El Bajio: Dirigido pela famosa chef Carmen “Titita” Ramirez Degollado e sua filha, o restaurante serve pratos tradicionais e regionais, como empanadas de platano rellenos de frijol (pão de tortilha com batatas e feijão), e tacos de caranguejo envoltos em folhas de bananeira. Aberto em 1972, o restaurante preserva o ambiente familiar em suas diversas filiais espalhadas pela cidade.

La Casa de Las Sirenas: Instalado no terraço de um casarão erguido em 1754, o restaurante é ideal para saborear delícias da cozinha mexicana desfrutando de uma agradável vista para o centro histórico – a Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional estão a alguns passos daqui. Para deixar a experiência ainda melhor, o menu de bebidas exibe mais de 200 marcas de tequila e de outros tragos típicos do país.

Comprar

Taxonomía: Loja de design 100% mexicana, a Taxonomía abriga uma variedade de artigos feitos por fabricantes e artistas locais. Em seu ambiente minimalista estão expostos: móveis, objetos de decoração em madeira, quadros, roupas, joias, bolsas, colares e outros acessórios. Há ainda uma seção voltada para o universo gastronômico.

El Bazaar Sábado: Todo sábado, o bairro de San Ángel é tingido pelas cores do mercado de arte e de flores montado na Plaza de San Jacinto. Artistas exibem suas pinturas e esculturas na própria praça, enquanto indígenas das áreas vizinhas vendem artesanato tradicional: tudo embalado pelo som de músicos de rua. Os casarões coloniais ao redor escondem restaurantes e cafés que são verdadeiros tesoros.

Casa Bosques: Livros internacionais de arte, design, cinema, fotografia, arquitetura e moda ocupam as seletas e charmosas prateleiras desta livraria. Há também espaço para revistas e textos publicados no México, difíceis de serem encontrados em outros cantos.

180º Shop: Sapatos, roupas e acessórios femininos, masculinos e infantis feitos quase todos no México dão o tom desta descolada boutique. Situada no bairro Roma Norte, ela também permite que os clientes acompanhem parte do processo de fabricação das peças.

Sair

Zinco Jazz Club: Pequeno e de ambiente intimista (a luz é baixa e as poltronas ficam praticamente coladas no palco), o Zinco ocupa um antigo cofre de banco no centro histórico. A noite é regada a coquetéis clássicos como martinis, mojitos e manhattans e pelo fino jazz tocado por músicos de toda América Latina.

Arena México: Tão popular quanto o futebol, a luta livre comove uma legião de fãs – mesmo não valendo nada. É que as performances quase circenses dos lutadores mascarados, que encarnam verdadeiros super-heróis, contagiam. Com capacidade para mais de 13 mil pessoas, a Arena México vende até pipoca nas arquibancadas. Vá para assistir às lutas e também ao mexicano nas arquibancadas. Imperdível.

Leonor: A discreta porta do número 163, da movimentada rua Nuevo León, no bairro Colonia Condesa, leva você para uma das noites mais quentes e disputadas da cidade aos fins de semana. DJ's lotam a pequena pista de dança tocando clássicos da música pop e eletrônica até o amanhecer.

Biergarten Mercado Roma: Centro gastronômico diversificado com restaurantes e comidinhas para levar para casa, o bar instalado no rooftop do Mercado Roma tem uma carta generosa de cervejas artesanais mexicanas, especialmente da marca Primus, e drinks caprichados. Bom para ir em uma noite de verão e conhecer gente – as mesas são compartilhadas.

Palavra de Quem Conhece

“Nada me faz sentir mais à vontade no México, com aquela sensação de 'cheguei', do que estar com um taco na mão. Sorte minha que a Cidade do México é um universo gigantesco de tacos provenientes das diferentes regiões do país. Por isso, quando vou para lá, gosto de visitar todos os estilos de taquerías, das mais chiques às de rua. Uma muito tradicional é a Los Panchos. Especializada em carne de porco, serve opções maravilhosas que combinam muito bem com tequila. Outro lugar que vale conhecer é a Casa de los Azulejos, que fica no centro histórico. É um palacete completamente coberto de azulejos azuis que abriga um restaurante muito tradicional chamado Sanborns. Lá, recomendo que provem as enchiladas suizas, que são tacos gratinados com queijo banhados em salsa”.
Hugo Delgado, mexicano sócio da Taquería La Sabrosa, em São Paulo, e idealizador do Taco Tuesday Brasil.

Quando ir?

De abril a maio e entre setembro e outubro, o visitante encontrará clima agradável. Com temperaturas amenas e com menor incidência de chuva, esses períodos costumam ter qualidade do ar superior aos meses de inverno.

Como chegar?

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VOOS

Os voos chegam ao aeroporto internacional da Cidade do México Benito Juárez, situado a 10 km do Zócalo, principal região turística da região. Saiba mais sobre os voos

Dicas

  • Palácio de Bellas Artes: é um dos marcos arquitetônicos da cidade. Inaugurado em 1934, o palácio que mescla o estilo Art Nouveau e Beaux Arts guarda sob suas imensas cúpulas murais de Diego Rivera, Rufino Tamayo e obras de outros artistas mexicanos. Construído em arquitetura Art Decó, o seu belo teatro abriga apresentações de balé, música clássica e artes cênicas.
  • Museu Frida Kahlo: móveis, quadros, roupas, fotos, e até uma coleção de mariposas pertencentes à Frida Kahlo ocupam La Casa Azul, onde a maior artista mexicana nasceu, morou, produziu seus quadros e morreu. Também preserva obras de seu marido, o pintor Diego Rivera. Para explorar um pouco mais do universo do casal, inclua no roteiro uma visita ao Museu Casa Estúdio, endereço onde viveram alguns anos entre as décadas de 1930 e 1940.
  • Estádio Azteca: tão aficionados pelo futebol quanto brasileiros e argentinos, os mexicanos têm o privilégio de ter um dos estádios mais míticos do planeta: o Azteca. Palco de duas finais de Copa do Mundo, o lugar viu o Brasil ser tricampeão mundial sob a batuta de Pelé, em 1970, e Maradona usar “La mano de Dios” para vencer o goleiro e a seleção da Inglaterra, em 1986. Uma visita guiada leva a seus túneis, vestiários, salões, campo e arquibancadas, que já tiveram capacidade para receber mais de 110 mil torcedores por jogo.
  • Museu Soumaya: dividido entre dois espaços, o principal é o vanguardista e impressionante edifício erguido em 2011 na Plaza Carso, na região de Nuevo Polanco. Com 46 metros de altura e formato assimétrico, é coberto por mais de 16 mil placas de alumínio hexagonais que lhe renderam comparações com o Museu Guggenheim, de Bilbao. Entre as 70 mil obras espalhadas por seus seis andares, destaque para a maior coleção privada do mundo de esculturas de Auguste Rodin, além de peças de Van Gogh, Monet, Dalí e de diversos artistas mexicanos.

La Valise: Em pleno Roma Norte, um dos bairros mais badalados do momento, o sofisticado La Valise aposta na exclusividade: tem apenas três quartos – um por andar. E que espaços: pisos de madeira polida, lençóis de algodão egípcio 600 fios e obras de arte nas paredes são apenas alguns de seus detalhes. A cama da suíte La Terraza, no último andar, fica sobre uma base que permite deslizá-la até a varanda.

W: A imponente fachada de vidro do hotel, frequentemente iluminada por feixes de luz de cores vivas, impressiona quem passa pela entrada. A parte de dentro também. O W tem 237 quartos com janelas amplas, decoração moderninha e um spa onde os hóspedes podem experimentar o temazcal, um tratamento a vapor inventado pelos indígenas para purificar o corpo.

Hotel Carlota: Apostando nos espaços comuns e em um design neo-industrial, o hotel é bastante requisitado pelo público jovem. Os 36 quartos são decorados com peças de arte mexicana e alguns deles possuem seu próprio terraço. A estreita piscina de vidro e o bar que serve uma boa variedade de cervejas locais, tequilas e vinhos latino-americanos (incluindo mexicanos) são os lugares mais disputados.

Downtown Mexico: Situado no centro histórico da cidade, o hotel combina o estilo colonial do século 17 com arquitetura industrial em todas as suas áreas. No terraço, de onde se tem uma vista privilegiada para igrejas e prédios antigos da região, há uma piscina e um bar que serve bons coquetéis. O pepino com mescal é um dos mais pedidos.

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