• Lugares onde vale a pena passar frio

     
     
 
DESTINOS GELADOS QUE AQUECEM SUA VIAGEM
Dias quentes e ensolarados de verão são maravilhosos, mas só porque no inverno os dias são mais curtos, as noites mais escuras e as temperaturas mais baixas, não significa que não possam ser incríveis! Algumas cidades são ideais para uma visita no inverno, pois assim proporcionam uma experiência completa, com belas paisagens, chocolate quente, roupas quentinhas e uma linda cidade para descobrir. Aí até vale a pena passar um pouco de frio para aproveitar tudo que o lugar tem a oferecer.

REYKJAVÍK - ISLÂNDIA

Ir para a Islândia no inverno é ter grandes chances de ver a aurora boreal. Essa experiência marcante é um dos pontos altos da visita ao país, mas não o único. A beleza islandesa é ímpar. Comentários como “é o lugar mais bonito do mundo” ou “é diferente de tudo” são frequentes entre os turistas que já conheceram o lugar.

A começar pela infraestrutura, que encanta. Reykjavík, a capital, oferece uma riqueza de experiências culturais, gastronômicas e visuais para atrair os mais exigentes visitantes. O charme se deve muito à sua fascinante combinação de excelentes museus, notável patrimônio, vida urbana vibrante e incríveis espaços abertos.

O clima local é confuso, e isso não muda no inverno. Um ditado popular diz: "se você não gosta do tempo, espere 10 minutos". A frase é perfeita para descrever o clima, que muda constantemente.

O mais preocupante é o vento, que pode alcançar de 100 a 150 km/h. Inclusive, as locadoras de carro avisam na hora da locação que não cobrem portas perdidas. Devido ao forte vento, ao abrir a porta, ela pode sair voando.

Fora isso, o inverno é definitivamente a melhor época para quem quer ver a aurora boreal. Mas é claro que, para encarar uma das melhores experiências da ilha, você precisa enfrentar um pouco de frio. As temperaturas externas são baixíssimas, mas o espetáculo vale cada grau negativo!

E para desbravar o país, além de todos os casacos e meias grossas, não deixe de levar na sua mala também um maiô. Pois quando estiver todo agasalhado para explorar as paisagens vulcânicas insanamente deslumbrantes, os gêiseres em erupção e as vastas geleiras da Islândia, você também vai querer dar um mergulho nas piscinas geotérmicas naturalmente aquecidas da ilha.

 

MONTANHAS ROCHOSAS - CANADÁ

Os parques canadenses têm algumas das paisagens naturais mais bonitas do mundo. No inverno, tudo fica branco, e o clima é congelante. Por isso, é bom ir bem agasalhado e munido de sua câmera para registar todos os ângulos.

Banff é uma das cidades que dá acesso às Montanhas Rochosas canadenses. Ela fica no meio do Parque Nacional de Banff e é a cidade mais alta do país, com 1.463m de altitude, e uma das menores, com 4 km² de extensão.

Como Banff fica perto de outros parques nacionais, como Jasper e Yoho, muitas pessoas optam por fazer o trajeto entre eles de carro ou motorhome. Mas, para dirigir nessas estradas no inverno, o ideal é alugar as correntes para neve e estar preparado para usá-las em rodovias que possam estar cobertas. Lembre também que, devido ao mau tempo, muitas estradas podem fechar.

As Montanhas Rochosas oferecem um conjunto de visuais deslumbrantes, de deixar qualquer pessoa apaixonada por natureza de queixo caído. É uma mistura incrível de lagos, montanhas, geleiras e cidades, tudo isso somado à incrível infraestrutura do país.

Um detalhe que vale ressaltar é que no inverno as temperaturas ao redor das Montanhas Rochosas canadenses oscilam de -5ºC a -15ºC, mas nessa região o clima muda drástica e repentinamente. Portanto, é recomendado levar bons agasalhos, mas não se desesperar com a previsão do tempo.

Se os termômetros baixarem muito, algumas estradas fecham, lagos congelam, e aí o melhor programa é esquiar. Por conta do esqui no inverno, o Lago Louise vira pista de patinação e a região costuma ficar bem cheia de famílias dispostas a aproveitar o melhor dos dias com neve.

 

QUEENSTOWN - NOVA ZELÂNDIA

A Nova Zelândia é um país pequeno, com menos de 5 milhões de habitantes e mais de 20 milhões de ovelhas – muitas pessoas brincam dizendo que o país é uma grande fazenda. E o que impressiona é a sua segurança, organização e beleza natural!

Não é à toa que o país atrai milhares de brasileiros todos os anos para estudar inglês, fazer uma boa faculdade e ter uma experiência de vida em um país de primeiro mundo!

Como no Brasil, os meses mais frios do ano na Nova Zelândia vão de junho a setembro. A diferença é que lá a temperatura é muito mais baixa. Por exemplo, na Ilha Sul, as belas paisagens ficam cobertas de neve, proporcionando o endereço perfeito para quem quer esquiar.

No inverno, uma das boas opções locais é desbravar Queenstown. Conhecida como "a capital mundial da aventura", por ter sido o local de nascimento do bungee jump, em 1988, a cidade é o destino certo daqueles que buscam fortes emoções.

Vale lembrar que Queenstown tem uma infindável oferta de atividades de inverno. Duas das melhores estações de esqui estão lá: Coronet Peak e The Remarkables.

Além disso, é nessa cidade que acontece, todos os anos, o Queenstown Winter Festival, a maior celebração do inverno do Hemisfério Sul, que vai de 22 a 25 de junho. A programação inclui desfiles de rua e música ao vivo em diversos pontos do município.

A cidade é ponto de partida para explorar os belos visuais da região, e também beber um ótimo vinho neozelandês.

 

USHUAIA - ARGENTINA

Ushuaia é conhecida como o fim do mundo, porque está localizada no extremo sul do continente americano. Devido à latitude, Ushuaia é um destino fantástico para conhecer no inverno, pois proporciona aproveitar o melhor da estação sem ficar apenas preso a alguma estação de esqui.

Se a intenção for esquiar, é o lugar certo, pois é a cidade da América do Sul onde a temporada de neve é mais longa, durando de junho a outubro. Outro ponto positivo é que a neve do lugar é de excelente qualidade, e muitos esportistas de equipes olímpicas treinam na cidade nos meses mais frios do ano.

Por lá existem os centros de inverno, que rodeiam a cidade com atividades divertidas. Esses centros são administrados pela iniciativa privada, e neles você encontra patinação no gelo, snowcat, caminhada com raquetes, trenós puxados por cachorros, escaladas e passeios de 4x4. Para os aventureiros, dá para aproveitar o Ushuaia de forma radical através dos mergulhos nas águas geladas, canoagem, cavalgadas, trekking e tours de bike. Sem contar que a cidade também recebe os amantes da pesca esportiva durante o inverno.

Como a distância entre um centro e outro é relativamente pequena, quem viaja em família ou em grupo pode optar por fazer a atividade que mais lhe agrada sem se separar muito dos seus companheiros.

Outro passeio comum durante todo o ano é a navegação pelo Canal de Beagle. De outubro a março dá para ver vários pinguins nessa rota. Durante o inverno eles são menos comuns - o que não diminui o esplendor do passeio de forma alguma, pois a paisagem observada através do navio é sensacional.

 

EDIMBURGO - ESCÓCIA

Se você já parou para observar o mapa da Europa, percebeu que a Escócia fica na latitude de países como a Noruega, Suécia, Dinamarca, Lituânia, Letônia e Rússia. Dessa forma, e devido à proximidade com o extremo norte do mundo, o inverno costuma ser muito frio nessa região.

No inverno escocês costuma chover bastante e passam-se vários dias com neblina. Mas a neve quase não dá as caras, principalmente em Edimburgo. O que não torna as temperaturas mais amenas. Em média, os termômetros marcam de 0ºC a 6ºC nos meses mais frios, que vão de dezembro a março.

Nas regiões altas, conhecidas por Highlands, existem diversas opções de estações de ski, e é bem mais comum que neve por lá do que em Edimburgo.

Entre os pontos positivos de conhecer a Escócia no inverno, podemos listar as festas de fim de ano, como o Hogmanay, a festa de ano novo que acontece por todo o país. Os mercados e a decoração de natal também costumam arrancar suspiros dos turistas.

Outra vantagem de encarar o frio é encontrar boas acomodações com preços mais baixos. Fora das festas de fim de ano, por ser baixa temporada, os hotéis costumam oferecer diárias mais em conta do que em outras épocas.

 

COPENHAGUE - DINAMARCA

O inverno na Dinamarca é para os fortes. Tanto que nem os próprios dinamarqueses costumam dar bobeira pelas ruas – eles preferem se reunir com amigos e familiares em suas casas, onde o ambiente é mais aconchegante.

Para o turista é mais fácil, já que ele não enfrentará longos meses sem a luz do sol. Apenas alguns dias de curtição acompanhado das temperaturas mais baixas do ano e algumas rajadas de vento. Nada que um bom casaco e as roupas certas não resolvam durante as caminhadas pelas ruas de Copenhague.

Além do mais, o inverno pode ser uma estação bem aconchegante para tomar um vinho, um conhaque ou chocolate quente bem gostoso. Para os aventureiros, vale tentar os esportes de inverno disponíveis em quase todo o país, como hóquei e patinação no gelo.

Por ser majoritariamente plana, a Dinamarca não oferece boas pistas de esqui. Quem desejar praticar o esporte pode ir às vizinhas Finlândia ou Noruega.

Em Copenhague, vale a pena aproveitar a atmosfera da cidade durante os dias frios. Procure por bons restaurantes, experimente os doces dinamarqueses, que são considerados os melhores do mundo, e divirta-se com a paisagem.

 

ALASCA - EUA

O Alasca é um ótimo destino para quem gosta de natureza selvagem ou pretende ver a aurora boreal. Além disso, é um lugar onde tudo é superlativo: o maior estado, que abriga o maior pico, o maior parque nacional e a maior floresta dos EUA.

Por lá, existem glaciares mais extensos do que países inteiros, baleias-jubarte de até 15 metros e ursos de 500 kg. Também fazem parte da paisagem lagoas, vulcões, montanhas e florestas. Uma infinidade de belezas naturais.

Ao mesmo tempo que sua paisagem é uma das mais remotas do planeta, ela é facilmente alcançada por voos comerciais e cruzeiros confortáveis com múltiplos roteiros que transitam pela costa e a Estrada do Alasca, uma rodovia ampla e moderna que percorre mais de 2.000 km. Em Anchorage, a maior cidade do Alasca, a gastronomia é autêntica e interessante, principalmente de peixes e frutos do mar. O centro da cidade oferece diversas opções de lojas com artesanato local e é uma boa rota para uma caminhada despretensiosa.

Para os mais aventureiros, o Alasca oferece boas opções de passeios durante o inverno. Por exemplo, caminhar numa geleira da era do gelo, fazer um passeio de trenó puxado por cães ou ainda fazer rafting e caiaque pelos rios da região.

Ao norte do estado está o bioma chamado de floresta boreal, que fornece habitat para uma variada vida selvagem. Essas florestas são adaptadas a invernos longos e frios e verões curtos de pouca precipitação, com uma vegetação apropriada.

Outro bom pretexto para conhecer o Alasca no inverno são as luzes dançantes da aurora boreal, também conhecidas como "as luzes do norte". Esse espetáculo da natureza proporciona uma experiência inesquecível e atrai visitantes de todo o mundo.