• Descobrindo a África

     
     
 
DESTINOS MARCANTES E NATUREZA AFRICANA
Quando falamos de turismo na África, o destino mais conhecido são as savanas. Mas o continente tem muito mais a oferecer: montanhas, florestas, praias, vida selvagem e toda uma diversidade de natureza exuberante. Cada região africana tem sua singularidade, e muitos desse lugares espetaculares são gratuitos. Conheça bons motivos para descobrir a África.

QUÊNIA: PRAIAS MARAVILHOSAS

O Quênia tem lugares espetaculares, como o Parque Nacional Amboseli, com uma bela vista do Monte Kilimanjaro, e o safári pela reserva Masai Mara. Mas a beleza do país está mesmo em suas praias.

Além de ótima infraestrutura, com hotéis de alta qualidade, muitos restaurantes, casas noturnas e cassinos, a costa queniana, banhada pelo oceano índico, traz características da Índia, Arábia e África. Há locais ótimos para a observação de golfinhos e de tartarugas, para a prática de mergulhos (com cilindro ou de flutuação).

Diani Beach é praia mais popular. Malindi e Watamu são opções com águas cristalinas. No Parque Nacional Watamu, o mergulho com snorkel é uma ótima pedida, pela vida marinha colorida.

 

TANZÂNIA: VIDA SELVAGEM

A Tanzânia é o destino para explorar a natureza em seu esplendor. Com 26 regiões, o país oferece praias banhadas pelo oceano Índico, com águas cristalinas e areias brancas. O arquipélago é formado por duas ilhas principais: Unguja ou Zanzibar, onde ficam as principais atrações, e Pemba.

A região de Arusha, ao norte da Tanzânia, fica perto do Kilimanjaro, o cume mais alto do continente africano. Por lá também está o Parque Nacional de Arusha, com belas paisagens e grande variedade de animais do Monte Meru, além das atrações como o Tarangire, a cratera Ngorongoro, o Serengeti e o Parque Lake Manyara.

Serengeti é um dos melhores locais para se observar a vida selvagem, com grandes chances de encontrar animais. É reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. É interessante conhecer acultura do povo masai, que são habitantes da savana. Eles sofreram medidas governamentais que os impedem de habitar a sua terra, com o argumento de preservar a região do Ngorongoro.

 

MARROCOS: NATUREZA E LUXO

O Marrocos, ao norte da África, não se resume ao Deserto do Saara. Entre as águas do Oceano Atlântico e do Mar Mediterrâneo, o país tem praias, cachoeiras, dunas e até montanhas para esqui ou escalada. A terra do sol poente, como significa seu nome, mostra o fantástico pôr do sol sob as dunas. A maioria da população fala francês ou árabe, mas é possível conversar em inglês.

A capital Rabat não tem um turismo tão aquecido quanto Marrakesh, a cidade mais badalada do país, com seus riads, hotéis, spas e resorts de luxo. Tânger, Fez, Casablanca e Essaouira são outros destinos igualmente procurados pelos turistas, seja por suas praias encantadoras ou por seu comércio atraente e barato.

A milenar culinária marroquina é outra prazerosa atração. Cuscuz, tajine, méchoui (famoso espetinho de carneiro com pimenta-do-reino e cominho). As tâmaras, a água de rosas e os vinhos, não podem ficar de fora.

A atração mais procurada do país é o Deserto do Saara, o maior deserto quente do mundo. Sua faixa de areia cruza todo o continente, e existem vários tours que saem de Marrakesh ou Merzouga, com durações e preços distintos.

 

NAMÍBIA: O OUTRO DESERTO

Menos famoso que o Saara, o Deserto do Namibe estende-se por 1.900 km, desde a cidade de Namibe, em Angola, até o rio Olifants, na África do Sul. É considerado um dos desertos mais fotogênicos do mundo.

Na maior parte é desabitado, exceto por alguns povoados, como Swakopmund, Luderitz e Oranjemund. As dunas costeiras podem atingir 90 metros de altura. Impressiona com praias desérticas, onde estão vários destroços de antigos navios, na famosa Costa dos Esqueletos.

O cemitério de árvores é um passeio que requer bom preparo físico, pois após um percurso de automóvel, são mais 2 km de caminhada no deserto. Mas a recompensa é grande ao ter a vista das árvores, que estão ali há milhares de anos.

 

ZÂMBIA: CATARATAS

As cataratas de Victoria Falls, na Zâmbia, são um destino de tirar o fôlego. Posicionadas entre Zâmbia, Zimbábue, Namíbia e Botsuana, as cataratas constituem a combinação do roteiro ideal de uma viagem pelo continente africano.

Uma das sete maravilhas do mundo natural, na época das chuvas, entre abril e maio, formam a maior cortina d’água do planeta. Para dimensionar quanta água escorre no período de cheia, o consumo anual de água da cidade de Nova Iorque passa através das cataratas em apenas 3 dias e meio!

Considerada a capital africana da adrenalina, os turistas podem se aventurar no bungee jump, rafting pelo Rio Zambeze, surfe fluvial e passeio de helicóptero, para ter uma ampla visão da queda d’água.

 

RUANDA: GORILAS

Ruanda faz fronteira com Uganda, Burundi, Congo e Tanzânia. E mesmo no meio do continente e longe do mar, possui uma atração imperdível: os gorilas. Considerado Patrimônio Mundial pela Unesco, os mais de 700 gorilas habitam o Parque Nacional dos Vulcões, que faz fronteira com o Parque Nacional Virunga, na República Democrática do Congo.

Os preços são altos, pois o acesso humano ao parque é extremamente restrito. São permitidas apenas 80 pessoas em uma trilha, com guia, por dia. Os grupos de até oito pessoas, monitorados, podem passar até uma hora com uma das dez famílias de gorilas.

Os guardas, armados, monitoram as famílias o dia inteiro. O que facilita o serviço do guia de encontrar os animais. Quando isso não ocorre, é sempre possível observar os gorilas no dia seguinte. Em mais de 30 anos, nenhum guia teve que atirar em um gorila e nenhum visitante se machucou em um incidente envolvendo os animais.

 

ETIÓPIA: IGREJAS ESCAVADAS

As Igrejas Escavadas na Rocha de Lalibela são consideradas Patrimônio Cultural da Humanidade, tombado pela Unesco em 1978. Localizadas a 640 km ao norte da capital, Adis Abeba, e a 1.500 m de altitude, são a grande atração da Etiópia.

Lalibela possui 11 igrejas completamente diferentes: foram construídas de cima para baixo. Na época da construção, em meados do século XIII, cavava-se um grande buraco, no qual um bloco de rocha era isolado e esculpido. Uma lenda local conta que era preciso 20 mil homens para a construção.

As igrejas não são ruínas de uma antiga civilização. As mudanças foram apenas do lado externo, as rezas e rituais nas igrejas conservou-se os mesmos dos últimos séculos.